Lembro que o achei grande.
Tinha uma cara séria, de poucos amigos. Não pareceu a pessoa mais fácil para me aproximar. Meio anti-social.
Entre umas e outras aula, vários cigarros. Sempre nos esbarrávamos no corredor. Ele fumando e eu atrasada. Aliás, os dois atrasados. Já fizemos várias provas de segunda chamada juntos.
Nos primeiros períodos a gente se encontrava em alguns bares, mas não trocávamos mais que uma duzia de palavras.
E lamento muito por isso. Lamento por ter perdido a oportunidade de conviver, cotidianamente, durante 3 anos e meio, com uma pessoa fantástica. Várias tatuagens, alguns piercings, vários copos de café e coca-cola, mais ainda são as latinhas de cerveja. Descobri que dentro de um homem grande, meio bravo e cheio de tiradas incríveis existe um menino doce, cativante e que faz muita falta. Nossos papos publicitários, os sonhos, a paixão que nos mantém acordados horas pensando e discutindo grandes idéias, a criatividade que nos move e a transmissão de pensamentos que ficou intensa desde que começamos a produzir trabalhos extraordinários.
Dizem que diretores de arte não enxergam as palavras, mas sentem...
E entre as briguinhas diárias de uma "quase dupla" de aquarianos, fica o orgulho eterno dos "filhos" que geramos.
Fomos eficientes. Ainda somos. Inavamos. Fizemos os professores babarem e outros colegas também. Ficamos amigos...
Mas esse é só o começo de uma história que ainda renderá muitas páginas. E será best-seller!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Ahhh, Escarpas...

Saímos de casa às 11h. Animadas e com algumas coisas avulsas na bagagem. O último final de semana das nossas férias universitárias, e a primeira viagem que há muito tempo tentamos fazer. Música alta no som, várias conversas...
Tinha uma Hillux do PR no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma Hillux do PR.
As quatro horas de estrada pareceram minutos.
Ah Escarpas... Chegamos desavisadas e tivemos que esperar o barco voltar. Nada que um bilhetinho na janela de um carro e uma gretinha aberta na janela da cozinha não resolvessem. É, tinha uma tampa naquela casinha do gás. Tinha.
Piscina, sol, música do vizinho. Não tem tempo ruim. Direita e esquerda de repente não fizeram o menor sentido. E depois de muitos desencontros, o encontro. Tinha que ser ali. Mudamos de casa, bagunçamos as malas, perdemos algumas coisas importantes por aí. Rimos muito de tudo. Pelo menos tivemos uma segunda chance. E ainda bem que fomos buscar mais cerveja, mesmo não bebendo, aquelas cervejas fizeram muita diferença.
Noite maravilhosa. O céu estrelado só não foi mais especial que algumas conversas.
Amanhecemos. Alguém plantou pão-de-queijo, alguém resolveu caminhar, alguém não estava passando bem, alguém resolveu trancar a porta do quarto. Tentativas de um passeio super radical renderam histórias que serão contadas para os netos. E alguns hematomas para provar.
Uma futura-banda-de-sucesso nos cortou pelo caminho. Juro que virei fã. Nem que por 5 minutos.
Ahhhh, o verão...
"-Meu Deus, a chave!"
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
O leão

Em uma floresta a margem do rio Atrium, onde o sol brilhava mais forte e as ondas beijavam a praia velozmente, vivia um leão. Um leão forte, bonito, inteligente e muito esperto. Um leão admirado por todos os outros animais, respeitado e querido. Todos na floresta queriam ficar perto do leão, pois sua conversa e sua atitude inspiravam grandes feitos. Era um leão alegre, sabia de tudo o que acontecia nessa e em outras florestas. Conseguia determinar a previsão do tempo olhando para as estrelas e arrumava alimento para todos da região com uma rapidez inigualável. Um leão.
Numa certa manhã de agosto amanheceu chovendo muito na floresta. Os animais ficaram desesperados e não conseguiram se acalmar para pensar em uma solução. Todos correram até o leão e esperavam dele uma ordem. Esperaram que o leão determinasse o que fazer, para onde correr e como agir. Mas o leão correu. Correu e se escondeu. Não por falta de condições, por falta de força, inteligência ou capacidade. Não por não conhecer a terra, as possibilidades e esconderijos. Por nada disso. Por medo. Medo de não conseguir. Medo de não cumprir com as expectativas. Medo de não conseguir fazer dar certo. Medo, apenas isso.
Era um leão forte, bonito, inteligente e muito esperto. Admirado por todos e muito querido. Mas ele próprio não sabia disso. Não acreditava no que ouvia ou fazia, não acreditava em si.
Para os leões do mundo: acredite em você. Você é muito melhor do que pensa que é.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Invista em você

Você não nasceu para ficar longe do lazer
Você não nasceu para ficar longe da natureza
Você não nasceu para ficar longe da sua família
Você não nasceu para ficar longe do conforto
Você não nasceu para ficar longe de você mesmo.
Invista em você
Investir em você é uma atitude de vida. É fazer coisas que te dão prazer. Investir em qualidade. Qualidade de tempo com sua família e amigos. Qualidade de espaço. É dedicar-se aos pequenos gestos que te trazem alegria e investir em algo durável. Seja uma relação, um negócio, um estilo. Distribuir sorrisos. Conhecer a si próprio e realizar seus sonhos. É sair da rotina, não levar a vida tão a sério.
Prepare-se para mudar de vida. Invista em você
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Holofote
Um holofote, é assim que as pessoas a reconhecem.
Seu brilho é contagiante e sua simples presença faz do mundo um lugar melhor. Seu sorriso irradia beleza, vitalidade e força. Ela sabe aproveitar a vida, e não liga para o que as pessoas pensam sobre o certo e o errado, sobre o branco e o preto. Ela quer viver, sem preconceitos e preceitos. Não como se fosse o último dia, porque chegamos aos últimos dias sempre carregados de medo, temerosos e com uma dose extra de negatividade. Ela vive como se fosse o primeiro dia. Com toda inocência e desejo, querendo descobrir, imaginando a vida, cheia de expectativa.
O primeiro dia, o primeiro momento, o primeiro passo. Cheia de garra e energia. Como se a vida toda fosse a primeira página em branco de um caderno. Porque é maravilhoso pensar que ainda temos várias páginas para rabiscar, para colorir, para escrever... E algumas para arrancar. A última página não deixa margem para erro. É última. Não dá para arrancar. É um espaço limitado. Ou você desenha, ou você escreve... Não existem mais possibilidades.
Ela quer viver. E ampliar a sua luz. Transmitir para mais pessoas, iluminar ainda mais os mundinhos particulares e escuros daqueles que estão a sua volta.
Se brilho é contagiante, e não apaga.
Seu brilho é contagiante e sua simples presença faz do mundo um lugar melhor. Seu sorriso irradia beleza, vitalidade e força. Ela sabe aproveitar a vida, e não liga para o que as pessoas pensam sobre o certo e o errado, sobre o branco e o preto. Ela quer viver, sem preconceitos e preceitos. Não como se fosse o último dia, porque chegamos aos últimos dias sempre carregados de medo, temerosos e com uma dose extra de negatividade. Ela vive como se fosse o primeiro dia. Com toda inocência e desejo, querendo descobrir, imaginando a vida, cheia de expectativa.
O primeiro dia, o primeiro momento, o primeiro passo. Cheia de garra e energia. Como se a vida toda fosse a primeira página em branco de um caderno. Porque é maravilhoso pensar que ainda temos várias páginas para rabiscar, para colorir, para escrever... E algumas para arrancar. A última página não deixa margem para erro. É última. Não dá para arrancar. É um espaço limitado. Ou você desenha, ou você escreve... Não existem mais possibilidades.
Ela quer viver. E ampliar a sua luz. Transmitir para mais pessoas, iluminar ainda mais os mundinhos particulares e escuros daqueles que estão a sua volta.
Se brilho é contagiante, e não apaga.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Voa
A menina continuava a voar. Estava solta, leve, sonhando, sem seus pés no chão. E queria mantê-los lá, no alto, onde seus planos pareciam inatingíveis, mas alcançáveis. Não queria descer.
Entre uma pipa e um papagaio ela percorria o caminho. Fazia do vento seu guia. Estava preparada para ir a qualquer lugar. Não tinha medo da distância, nem do destino. Ela queria voar.
Entre uma pipa e um papagaio ela percorria o caminho. Fazia do vento seu guia. Estava preparada para ir a qualquer lugar. Não tinha medo da distância, nem do destino. Ela queria voar.
Voa atento
Voa ao lento
Voa lento
Voa claro
Voa calmo
Sem tempo, sem momento exato
Experimento
Ali estava seu prazer. Não encontrava resistência. Era livre no seu pensamento. Que insiste em voar...
domingo, 11 de janeiro de 2009
Vende-se idéias
Escrever é ver além
é seduzir, é encantar
é traduzir sentimentos em palavras
Sentimentos que envolvem cada case, cada conto
Escrever é pontuar cada peça do portfólio
ser exato e ao mesmo tempo irreal
equilibrar emoção e razão
e permitir às vezes ser mais do que menos
Escrever é estender-se no papel
É colocar um pouco de si em cada frase
Para frasear
Redator é o artista das letras
Artista de palavras
Encontra motivação no lápis
Redator inspira
E às vezes expira
Vive, viaja
Permite-se ESCREVER
é seduzir, é encantar
é traduzir sentimentos em palavras
Sentimentos que envolvem cada case, cada conto
Escrever é pontuar cada peça do portfólio
ser exato e ao mesmo tempo irreal
equilibrar emoção e razão
e permitir às vezes ser mais do que menos
Escrever é estender-se no papel
É colocar um pouco de si em cada frase
Para frasear
Redator é o artista das letras
Artista de palavras
Encontra motivação no lápis
Redator inspira
E às vezes expira
Vive, viaja
Permite-se ESCREVER
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