terça-feira, 16 de junho de 2009

Você (Em)

Um recorte
Tecido perfeito
Forma indefinidamente definida
Caimento
Encante-se
Em cante-se

Sorria
Seu momento
Luz que atrai olhares
Poder que irradia
Sentimento
Em balance
Embalace

Linda e única
Leve
Leva paixão
Tecido perfeito
Um recorte
Seu momento
Enamore-se
Em namore-se

segunda-feira, 15 de junho de 2009

12 de junho

Dia frio, passado quase todo debaixo do edredon.
Venci o vento e a preguiça e fui pra cozinha fazer uma sobremesa. Foi um tal de derreter chocolate, bater leite condensado com creme de leite, partir bis e misturar com sorvete. Milhares de calorias juntas. E eu, tentando fazer um regime.
Hora de shopping. Escolher presente nem sempre é fácil. Entrei em várias lojas e vi coisas incríveis. Mas nada parecia com o dono do presente. Descrevi-o inúmeras vezes para vendedores, amigos e pessoas aleatórias.
Volto pra casa. Tomo um banho demorado, arrumo o cabelo, escolho uma roupa fantástica... Estava pronta. Esperei o interfone tocar, era o sinal para descer. Comidas no fogo, vinho nas taças, flores na mesa e velas pela casa. Tudo estava lindo.
Músicas escolhidas a dedo e várias risadas. Um cheiro maravilhoso incendeia a casa: o jantar estava pronto. Cardápio preparado com louvor e degustado com cuidado. Todos os aromas e sabores precisavam ser apreciados.
Trocamos presentes depois do jantar. Amei o que ganhei e acredito que fui muito feliz no que dei. Espaço reservado para a sobremesa. Conversas e mais conversas. Brindes. Abraços e danças. Fotos que nunca serão mostradas para ninguém.
Com certeza foi uns dos melhores dia dos namorados da minha vida. Não queria passar diferente: estava no meio de amigos maravilhosos e que eu amo muito. Nossa solteirice foi só um dos motivos que nos uniu nessa data.

(tá, confesso: passaria o dia dos namorados com um cara bem apaixonado. Seria uma boa troca.)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tempo final

Sentei num bar, sem muitas esperanças. Não estava vivendo um momento muito bom na minha vida, correndo atrás de emprego, com várias contas atrasadas e sem nenhum amigo por perto.
Entre um gole e outro relembrei como era feliz há uns 4 anos, quando estava entrando na faculdade. Naquele tempo acreditava na felicidade plena, construí sonhos grandes para minha carreira e pensei em mudar o mundo.
O tempo passou e comecei a me conformar com a realidade. Nada ia mudar. Continuaria acordando cedo, andando muito por nada, vendo as mesmas pessoas todos os dias e conversando sobre os mesmos assuntos. Todo dia, sempre igual. E quando um pequeno detalhe se altera, piora.
Aqui estou. Sem emprego, sem namorado, sem amigos, sem diversão e sem esperança. Acordo e vivo cada dia como apenas mais um. Sem perspectivas.
E ali, sentada naquele bar, as coisas não faziam o menor sentido. Todo mundo parecia tão feliz, tão apaixonado, tão bem-sucedido. E eu era apenas mais uma. Sem sorrisos.
A música tocavam, uns dançavam e todos pareciam ter vários amigos. A minha solidão cresceu impressionantemente no meio daquela multidão. Vários, e eu só. Não é possível que fui tola quando acreditei que tudo seria perfeito.
Sai do bar. Minha presença era tão insignificante naquele lugar que nem perceberam que não paguei a conta.
Alguns passos, o sinal abriu. O fluxo de carros aumentou. Mais alguns passos, várias luzes e uma grande batida.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

. .. ... .... ..... ...... ..... .... ... .. .

Meus passos estavam lentos. Andava, mas não estava ali.
Passei vitrines imperceptíveis, pessoas invisíveis e ruas instáveis.
Não estava ali.

Meus pensamentos giravam. Giravam e me transportavam para outro lugar.
Passaram por questionamentos eternos, problemas modernos e falatórios atuais.
Voavam.

Passos e pensamentos extremos
(DES)complementares
Compreensíveis
IN(versos)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Em tempo

Tic tac tic tac tic tac tic tac tac.
Tempo passa.
Passa, repassa, acende, envolve, ensina, aprende, levanta, cai, corre.
Passa-tempo. Passatempo. Passa.
Tempo.
Volta, revolta, anda, gira, olha, pula, pensa, repensa, vai.
Tempo passa.
Manda, desmanda, faz, refaz, cria, inventa, lamenta, mente.
Tempo.
.
.
.
Tempo para.
Para. Limite. Fim. Cansaço. Exaustão. Sobrecarga. Cego.
Tempo para.
Não manda. Não faz. Não cria. Não inventa. Nem lamenta.
Tempo para. Não volta. Não vai, nem vem.
Tempo zero. Tempo nenhum. Para-tempo. Paratempo.
Para.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

ESPALHE

Sou maluca. Criativa, hiperativa, engraçada, curiosa... e quero ser guerrilheira!
Quero ir além da comunicação comumente vista. Quero surpreender da maneira mais inovadora, para gerar comentários, me manter no agenda setting e conquistar um bom emprego. Acredito na troca de experiência, naquilo de ligar a marca às sensações do target e fugir do convencional. Sou irreverente, antenada com as tendências da propaganda e com coragem suficiente para apresentar propostas extremamente diferentes. Acredito que a comunicação e a criação precisam ser exploradas, precisam ir além do anúncio pré-formatado que funciona, deve impressionar.
Pra mim, não basta produzir boas idéias, é necessário inovar, se destacar dentro do atual mercado competitivo. Ampliar o pensamento, permitir o novo, fazer o inusitado... Esqueça todos os currículos que você já viu. Pode me contratar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Skol Sensation

Sexta, 03 de abril:
17:35h - Gabi sai da agência onde trabalha
17:45h - Chega na Fumec para renovar sua carteirinha de estudante
18:43h - Depois de um trânsito terrível, Gabi chega em casa
19:25h - Gabi chega no conexão aeroporto
19:45h - Sai o ônibus da conexão aeroporto, que deveria sair as 19:30h
20:40h - Gabi chega no aeroporto e encontra com seus amigos
20:42h - Gabi descobre que perdeu o vôo. Era impossível despachar sua mala.
21:08h - Gabi remarca seu vôo para sábado, ás 7h da manhã. Menos R$ 420,00 na sua conta.
21:15h - Ela recupera a sanidade e cancela tudo
21:41h - Gabi volta para BH no conexão aeroporto
22:46h - Ela chega na rodoviária
23:15h - Entra em um ônibus para SP

Sábado, 04 de abril:
07:00h - Gabi chega em SP, depois de tomar 3 dramins e de morrer de frio na estrada. Procura por seus amigos, mas nenhum estava a sua espera. Liga, liga... liga... de novo! E ninguém atende. Os amigos, que passaram a madrugada bebendo, esqueceram a menina na rodoviária. E ela não sabia o endereço do lugar que dormiria.
08:30h - Gabi cogita voltar para BH, mas recua.
09:30h - Os amigos acordam e lembram da Gabi, rola um stress pelo telefone.
10:04h - Ela resolve pegar um táxi e deixar seu orgulho de lado.
11:23h - Gabi encontra seus amigos
12:00h - Gabi vai dormir, culpa dos 3 dramins que tomou.
16:12h - Ela acorda e começa uma festa em casa.
17:17h - Ela descobre o que é o "leite de macaca"
(cenas não divulgadas pela personagem da história)
22:00h - Dois táxis chegam para levar a galera pra festa
22:14h - Os táxis se perdem. Um vai pro Anhembi e o outro vai pro terminal Tietê
22:40h - Gabi, Fabs e Buda pedem emprestado metade dos celulares da festa, na tentativa de encontrar seus amigos
23:00h - Tentativa frustrada e nervos à flor da pele. Conseguem encontrar apenas com 1 amigo.
23:25h - Finalmente eles conseguem entrar na festa.
Um mix de cores e sensações inexplicáveis. Pessoas de diferentes raças, diversas classes sociais. Várias tribos. Todos unidos pela música. Uma grande troca de energias, prazeres, experiências e sentidos. Permitindo-se ser tudo, liberando a dança, brindando o ritmo.


Festa perfeita, valeu a pena cada sacrifício. Faria tudo de novo.