Foi numa festa no Chalezinho. Tínhamos alguns amigos em comum. Eu já conhecia algumas histórias dela.
Conversamos bem pouco a princípio.
Alguns bares, temakis e taças de champagne depois: ela se tornou indispensável!
Amiga mesmo, pra todas as horas, pra ligar de madrugada e fazer confidências. Amiga que eu quero pra sempre comigo, que entende minhas neuroses e me faz sorrir.
Amiga que ama, que xinga, que fala verdades e abraça.
Amiga simples, sem segredos, sem barreiras e sem disfarces.
Amiga uma. Amiga minha. Amiga nossa.
Nem parece que foi ontem, nem parece que ela não cresceu comigo.
Amiga que compartilha histórias, histerias, confusões e olhares.
Amiga que chora, que erra, que faz, refaz, desfaz e acerta.
Amiga que eu amo.
Nem parece que você chegou há tão pouco tempo.
Thata, PARABÉÉÉÉNS pelo seu aniversário!
Toda a felicidade do mundo é pouco pra você!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Oradora de Publicidade
Viva o lado Coca-cola da Vida. Antes de entrar numa Universidade a gente se depara com uma ficha de inscrição. Marcamos publicidade e propaganda. Uns com muita certeza, outros totalmente no escuro. E muitas pessoas ficaram intrigadas com nossa escolha. Nossos avós e pais perguntavam sempre em qual jornal escreveríamos ou o que faríamos exatamente da vida.
A primeira impressão é a que fica. 2005, Agosto. A maioria entrou na Universidade sem muita noção de tudo. Não sabia cozinhar, cuidar da casa e nem de nós mesmos, não sabia fazer escolhas nem sabia o que viria. Eram jovens querendo se desfraldar, correndo atrás de um sonho ou simplesmente de um diploma. Aos poucos a gente foi se descobrindo. As brincadeirinhas de sala de aula e guerrinhas de extintores de incêndio deram espaço às reuniões e brainstorms. Nos colocamos num espaço de movimento e transformação. Encontramos pessoas, convivemos com a diferença, aprendemos a temperar a comida, entender o que a gente nunca viu e a olhar para o próprio trabalho e se encontrar.
O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa. Alguns descobriram o que é passar mal de tanto beber e quem é amigo de verdade. Nos aproximamos por afinidade ou talento e produzimos trabalhos que fizeram os professores babarem. Teve quem engravidou, os que encontraram um grande amor e quem encontrou vários amores, os que iam para a Disney em todas as férias e teve a turma que descobriu que estava no lugar errado e caiu fora. Alguns viravam noites em baladas e iam direto pra aula e ainda teve quem cantou “vaca amarela pulou da janela” e foi expulso da sala. Tem quem veio de Pedro Leopoldo, Itaúna, Campo Belo, São Paulo... E tem quem foi pra Itália. Cada um viveu uma história. Somos ímpares, mas formamos duplas, trios, quartetos e octetos... Nesse tempo nos tornamos amigos. Em certos casos, irmãos.
Alguma coisa a gente tem em comum. Ser publicitário não é só uma profissão ou um rótulo. É um jeito peculiar de ser. É explorar linguagens, estilos e técnicas. É passar noites em claro pensando no JOB ou acordar de madrugada com uma grande idéia. É ser redator, atendimento, diretor de arte, modelo, editor, ator, engenheiro e figurinista, ao mesmo tempo. Poucos entendem a sensação de ver uma idéia ganhar vida, de ver nossa arte veiculada e como é fantástico ser publicitário – e se tornar um. Seguimos um caminho e nos desenvolvemos como profissionais, na teoria e na prática. Viemos com grandes expectativas... Não encontramos tudo que esperávamos, mas o que vivemos foi muito melhor.
Quem pede um, pede bis. Tivemos professores que hoje são amigos. Compartilhamos almoços, pizzas e dia dos namorados. Uns nos fizeram perder noites estudando juros, fazendo planejamentos de marketing e preenchendo Xizinhos nas lindas tabelas de mídia. Confessamos que às vezes eles eram detestáveis. Mas sempre nos estenderam a mão, davam mais prazo nos trabalhos, sentavam para uma conversa e reviam provas. Hoje temos noção que ensinar é tão importante quanto desenvolver aquilo que um dia alguém nos ensinou.
Ace todo branco fosse assim. Ser publicitário é um jeito de ver o mundo. É achar que todo mundo entende as nossas idéias malucas e conceituais. É pensar que somos os donos da razão e que os meros mortais, principalmente os clientes, nunca terão o feeling que temos. Mas o fato é que de médico, louco, técnico de futebol e publicitário: todo mundo tem um pouco.
Imagem não é nada. Sede é tudo. Agora teremos um diploma em nossas mãos... E o que fazer? Pendurá-lo na parede? Botar na gaveta? Procurar emprego? Desistir de tudo e vender coco na praia? O diploma é só o primeiro passo para uma grande carreira. Precisamos acreditar no poder das grandes idéias. Precisamos nos reciclar diariamente, ver propagandas ruins e lembrar que existem gênios que ainda trazem 33 prêmios de Cannes para o país. É sonhar com Havaianas, Coca-cola, Twix, MasterCard e Volkswagen. E acreditar que podemos fazer ainda mais.
Quem disse que não dá? Abuse e use. Uma boa idéia. Refresca até pensamento. Movidos pela paixão. Ligadona em você. É gostoso e faz bem. Simples assim. Um raro prazer. Gostosa como um abraço. Viver sem fronteiras. Energia que dá gosto. Dúvida por quê? Ou você tem ou você não tem. Original do Brasil. Porque a vida é agora. Vem ser feliz. A gente se vê por aqui.
Que sejamos sempre companheiros de aventuras. Nós somos os profissionais do ano. E vocês ainda vão ouvir falar muito de nós!
A primeira impressão é a que fica. 2005, Agosto. A maioria entrou na Universidade sem muita noção de tudo. Não sabia cozinhar, cuidar da casa e nem de nós mesmos, não sabia fazer escolhas nem sabia o que viria. Eram jovens querendo se desfraldar, correndo atrás de um sonho ou simplesmente de um diploma. Aos poucos a gente foi se descobrindo. As brincadeirinhas de sala de aula e guerrinhas de extintores de incêndio deram espaço às reuniões e brainstorms. Nos colocamos num espaço de movimento e transformação. Encontramos pessoas, convivemos com a diferença, aprendemos a temperar a comida, entender o que a gente nunca viu e a olhar para o próprio trabalho e se encontrar.
O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa. Alguns descobriram o que é passar mal de tanto beber e quem é amigo de verdade. Nos aproximamos por afinidade ou talento e produzimos trabalhos que fizeram os professores babarem. Teve quem engravidou, os que encontraram um grande amor e quem encontrou vários amores, os que iam para a Disney em todas as férias e teve a turma que descobriu que estava no lugar errado e caiu fora. Alguns viravam noites em baladas e iam direto pra aula e ainda teve quem cantou “vaca amarela pulou da janela” e foi expulso da sala. Tem quem veio de Pedro Leopoldo, Itaúna, Campo Belo, São Paulo... E tem quem foi pra Itália. Cada um viveu uma história. Somos ímpares, mas formamos duplas, trios, quartetos e octetos... Nesse tempo nos tornamos amigos. Em certos casos, irmãos.
Alguma coisa a gente tem em comum. Ser publicitário não é só uma profissão ou um rótulo. É um jeito peculiar de ser. É explorar linguagens, estilos e técnicas. É passar noites em claro pensando no JOB ou acordar de madrugada com uma grande idéia. É ser redator, atendimento, diretor de arte, modelo, editor, ator, engenheiro e figurinista, ao mesmo tempo. Poucos entendem a sensação de ver uma idéia ganhar vida, de ver nossa arte veiculada e como é fantástico ser publicitário – e se tornar um. Seguimos um caminho e nos desenvolvemos como profissionais, na teoria e na prática. Viemos com grandes expectativas... Não encontramos tudo que esperávamos, mas o que vivemos foi muito melhor.
Quem pede um, pede bis. Tivemos professores que hoje são amigos. Compartilhamos almoços, pizzas e dia dos namorados. Uns nos fizeram perder noites estudando juros, fazendo planejamentos de marketing e preenchendo Xizinhos nas lindas tabelas de mídia. Confessamos que às vezes eles eram detestáveis. Mas sempre nos estenderam a mão, davam mais prazo nos trabalhos, sentavam para uma conversa e reviam provas. Hoje temos noção que ensinar é tão importante quanto desenvolver aquilo que um dia alguém nos ensinou.
Ace todo branco fosse assim. Ser publicitário é um jeito de ver o mundo. É achar que todo mundo entende as nossas idéias malucas e conceituais. É pensar que somos os donos da razão e que os meros mortais, principalmente os clientes, nunca terão o feeling que temos. Mas o fato é que de médico, louco, técnico de futebol e publicitário: todo mundo tem um pouco.
Imagem não é nada. Sede é tudo. Agora teremos um diploma em nossas mãos... E o que fazer? Pendurá-lo na parede? Botar na gaveta? Procurar emprego? Desistir de tudo e vender coco na praia? O diploma é só o primeiro passo para uma grande carreira. Precisamos acreditar no poder das grandes idéias. Precisamos nos reciclar diariamente, ver propagandas ruins e lembrar que existem gênios que ainda trazem 33 prêmios de Cannes para o país. É sonhar com Havaianas, Coca-cola, Twix, MasterCard e Volkswagen. E acreditar que podemos fazer ainda mais.
Quem disse que não dá? Abuse e use. Uma boa idéia. Refresca até pensamento. Movidos pela paixão. Ligadona em você. É gostoso e faz bem. Simples assim. Um raro prazer. Gostosa como um abraço. Viver sem fronteiras. Energia que dá gosto. Dúvida por quê? Ou você tem ou você não tem. Original do Brasil. Porque a vida é agora. Vem ser feliz. A gente se vê por aqui.
Que sejamos sempre companheiros de aventuras. Nós somos os profissionais do ano. E vocês ainda vão ouvir falar muito de nós!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Você (Em)
Um recorte
Tecido perfeito
Forma indefinidamente definida
Caimento
Encante-se
Em cante-se
Sorria
Seu momento
Luz que atrai olhares
Poder que irradia
Sentimento
Em balance
Embalace
Linda e única
Leve
Leva paixão
Tecido perfeito
Um recorte
Seu momento
Enamore-se
Em namore-se
Tecido perfeito
Forma indefinidamente definida
Caimento
Encante-se
Em cante-se
Sorria
Seu momento
Luz que atrai olhares
Poder que irradia
Sentimento
Em balance
Embalace
Linda e única
Leve
Leva paixão
Tecido perfeito
Um recorte
Seu momento
Enamore-se
Em namore-se
segunda-feira, 15 de junho de 2009
12 de junho
Dia frio, passado quase todo debaixo do edredon.
Venci o vento e a preguiça e fui pra cozinha fazer uma sobremesa. Foi um tal de derreter chocolate, bater leite condensado com creme de leite, partir bis e misturar com sorvete. Milhares de calorias juntas. E eu, tentando fazer um regime.
Hora de shopping. Escolher presente nem sempre é fácil. Entrei em várias lojas e vi coisas incríveis. Mas nada parecia com o dono do presente. Descrevi-o inúmeras vezes para vendedores, amigos e pessoas aleatórias.
Volto pra casa. Tomo um banho demorado, arrumo o cabelo, escolho uma roupa fantástica... Estava pronta. Esperei o interfone tocar, era o sinal para descer. Comidas no fogo, vinho nas taças, flores na mesa e velas pela casa. Tudo estava lindo.
Músicas escolhidas a dedo e várias risadas. Um cheiro maravilhoso incendeia a casa: o jantar estava pronto. Cardápio preparado com louvor e degustado com cuidado. Todos os aromas e sabores precisavam ser apreciados.
Trocamos presentes depois do jantar. Amei o que ganhei e acredito que fui muito feliz no que dei. Espaço reservado para a sobremesa. Conversas e mais conversas. Brindes. Abraços e danças. Fotos que nunca serão mostradas para ninguém.
Com certeza foi uns dos melhores dia dos namorados da minha vida. Não queria passar diferente: estava no meio de amigos maravilhosos e que eu amo muito. Nossa solteirice foi só um dos motivos que nos uniu nessa data.
(tá, confesso: passaria o dia dos namorados com um cara bem apaixonado. Seria uma boa troca.)
Venci o vento e a preguiça e fui pra cozinha fazer uma sobremesa. Foi um tal de derreter chocolate, bater leite condensado com creme de leite, partir bis e misturar com sorvete. Milhares de calorias juntas. E eu, tentando fazer um regime.
Hora de shopping. Escolher presente nem sempre é fácil. Entrei em várias lojas e vi coisas incríveis. Mas nada parecia com o dono do presente. Descrevi-o inúmeras vezes para vendedores, amigos e pessoas aleatórias.
Volto pra casa. Tomo um banho demorado, arrumo o cabelo, escolho uma roupa fantástica... Estava pronta. Esperei o interfone tocar, era o sinal para descer. Comidas no fogo, vinho nas taças, flores na mesa e velas pela casa. Tudo estava lindo.
Músicas escolhidas a dedo e várias risadas. Um cheiro maravilhoso incendeia a casa: o jantar estava pronto. Cardápio preparado com louvor e degustado com cuidado. Todos os aromas e sabores precisavam ser apreciados.
Trocamos presentes depois do jantar. Amei o que ganhei e acredito que fui muito feliz no que dei. Espaço reservado para a sobremesa. Conversas e mais conversas. Brindes. Abraços e danças. Fotos que nunca serão mostradas para ninguém.
Com certeza foi uns dos melhores dia dos namorados da minha vida. Não queria passar diferente: estava no meio de amigos maravilhosos e que eu amo muito. Nossa solteirice foi só um dos motivos que nos uniu nessa data.
(tá, confesso: passaria o dia dos namorados com um cara bem apaixonado. Seria uma boa troca.)
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Tempo final
Sentei num bar, sem muitas esperanças. Não estava vivendo um momento muito bom na minha vida, correndo atrás de emprego, com várias contas atrasadas e sem nenhum amigo por perto.
Entre um gole e outro relembrei como era feliz há uns 4 anos, quando estava entrando na faculdade. Naquele tempo acreditava na felicidade plena, construí sonhos grandes para minha carreira e pensei em mudar o mundo.
O tempo passou e comecei a me conformar com a realidade. Nada ia mudar. Continuaria acordando cedo, andando muito por nada, vendo as mesmas pessoas todos os dias e conversando sobre os mesmos assuntos. Todo dia, sempre igual. E quando um pequeno detalhe se altera, piora.
Aqui estou. Sem emprego, sem namorado, sem amigos, sem diversão e sem esperança. Acordo e vivo cada dia como apenas mais um. Sem perspectivas.
E ali, sentada naquele bar, as coisas não faziam o menor sentido. Todo mundo parecia tão feliz, tão apaixonado, tão bem-sucedido. E eu era apenas mais uma. Sem sorrisos.
A música tocavam, uns dançavam e todos pareciam ter vários amigos. A minha solidão cresceu impressionantemente no meio daquela multidão. Vários, e eu só. Não é possível que fui tola quando acreditei que tudo seria perfeito.
Sai do bar. Minha presença era tão insignificante naquele lugar que nem perceberam que não paguei a conta.
Alguns passos, o sinal abriu. O fluxo de carros aumentou. Mais alguns passos, várias luzes e uma grande batida.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
. .. ... .... ..... ...... ..... .... ... .. .
Meus passos estavam lentos. Andava, mas não estava ali.
Passei vitrines imperceptíveis, pessoas invisíveis e ruas instáveis.
Não estava ali.
Meus pensamentos giravam. Giravam e me transportavam para outro lugar.
Passaram por questionamentos eternos, problemas modernos e falatórios atuais.
Voavam.
Passos e pensamentos extremos
(DES)complementares
Compreensíveis
IN(versos)
Passei vitrines imperceptíveis, pessoas invisíveis e ruas instáveis.
Não estava ali.
Meus pensamentos giravam. Giravam e me transportavam para outro lugar.
Passaram por questionamentos eternos, problemas modernos e falatórios atuais.
Voavam.
Passos e pensamentos extremos
(DES)complementares
Compreensíveis
IN(versos)
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Em tempo
Tic tac tic tac tic tac tic tac tac.
Tempo passa.
Passa, repassa, acende, envolve, ensina, aprende, levanta, cai, corre.
Passa-tempo. Passatempo. Passa.
Tempo.
Volta, revolta, anda, gira, olha, pula, pensa, repensa, vai.
Tempo passa.
Manda, desmanda, faz, refaz, cria, inventa, lamenta, mente.
Tempo.
.
.
.
Tempo para.
Para. Limite. Fim. Cansaço. Exaustão. Sobrecarga. Cego.
Tempo para.
Não manda. Não faz. Não cria. Não inventa. Nem lamenta.
Tempo para. Não volta. Não vai, nem vem.
Tempo zero. Tempo nenhum. Para-tempo. Paratempo.
Para.
Tempo passa.
Passa, repassa, acende, envolve, ensina, aprende, levanta, cai, corre.
Passa-tempo. Passatempo. Passa.
Tempo.
Volta, revolta, anda, gira, olha, pula, pensa, repensa, vai.
Tempo passa.
Manda, desmanda, faz, refaz, cria, inventa, lamenta, mente.
Tempo.
.
.
.
Tempo para.
Para. Limite. Fim. Cansaço. Exaustão. Sobrecarga. Cego.
Tempo para.
Não manda. Não faz. Não cria. Não inventa. Nem lamenta.
Tempo para. Não volta. Não vai, nem vem.
Tempo zero. Tempo nenhum. Para-tempo. Paratempo.
Para.
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